INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM MEDICINA NUCLEAR: APLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DE RADIOFÁRMACOS E NA QUALIDADE DE IMAGENS PET E SPECT
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Resumo
Este trabalho analisa o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) na medicina nuclear, uma área que, embora essencial para o diagnóstico e tratamento de doenças, enfrentava limitações nos processos tradicionais de desenvolvimento de compostos. O objetivo geral deste estudo é analisar, por meio de uma revisão de literatura, como a integração da IA otimiza todo o ciclo de vida dos radiofármacos, desde a sua concepção e produção até a aplicação clínica em modelos de medicina de precisão. A metodologia adotada consistiu em uma revisão bibliográfica que explorou avanços tecnológicos recentes, estratégias de controle de qualidade e os desafios regulatórios impostos por sistemas dinâmicos. Os resultados demonstram que, na fase de desenvolvimento e produção, a IA acelera a triagem molecular in silico e utiliza modelos preditivos para otimizar o rendimento em ciclotrons, reduzindo significativamente custos e tempo. Na prática clínica, o uso de redes neurais avançadas, como U-Net e Transformers, permite a reconstrução de imagens PET e SPECT com alta fidelidade mesmo com doses de radiação reduzidas em até 90%. Além disso, a IA viabiliza a radiômica para a extração de biomarcadores não invasivos e a dosimetria personalizada, o que aprimora a eficácia das terapias com radionuclídeos. No entanto, a natureza adaptativa dos algoritmos exige uma evolução na regulação sanitária, como exemplificado pelas normas da ANVISA para softwares médicos. Conclui-se que a Inteligência Artificial atua como uma força disruptiva que consolida a medicina nuclear como um pilar fundamental da medicina contemporânea, integrando diagnóstico de alta precisão e terapias individualizadas.
