ESTUDO DE VIDA REAL EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE HIPERTENSÃO PULMONAR TROMBOEMBÓLICA CRÔNICA NUM CENTRO DE REFERÊNCIA EM SÃO PAULO: DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DE TRATAMENTO ESPECÍFICO E TERAPIAS OFF LABEL
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Resumo
A hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC) é obstrução persistente de material tromboembólico organizado na vasculatura pulmonar, acompanhada de remodelamento microvascular progressivo, podendo evoluir para insuficiência ventricular direita e óbito. Apesar dos avanços recentes no diagnóstico e tratamento da HPTEC, a doença permanece subdiagnosticada, em razão da especificidade dos sintomas e da baixa suspeição clínica. Além disso, há escassez de dados nacionais atualizados sobre o perfil epidemiológico, terapêutico e o prognóstico desses pacientes no contexto brasileiro. Objetivos: Avaliar a prevalência do diagnóstico de HPTEC entre os pacientes acompanhados no Centro de Referência em Hipertensão Pulmonar da Unifesp/EPM entre os anos de 2018 a 2023, analisar as modalidades terapêuticas instituídas ? incluindo tratamento clínico e cirúrgico ? e investigar fatores risco para pior prognóstico. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, unicêntrico, retrospectivo e de vida real, incluindo pacientes ?18 anos com diagnóstico confirmado de hipertensão pulmonar por cateterismo cardíaco direito. Os dados foram obtidos por meio da revisão de prontuários eletrônicos dos pacientes em acompanhamento no Centro de Referência em Hipertensão Pulmonar da Unifesp/EPM entre 01/01/2018 e 31/12/2023. Foram levantadas variáveis demográficas, clínicas, hemodinâmicas e terapêuticas, incluindo classe funcional, presença de comorbidades, exames de imagem, terapias específicas, como uso do riociguat e medicações disponíveis no Sistema Único de Saúde (sildenafila, bosentana, ambrisentana e/ou iloprost) e desfechos clínicos (hospitalizações, tromboendarterectomia, transplante e óbito). Resultados esperados: Espera-se que este estudo contribua para ampliar o conhecimento sobre o perfil clínico e terapêutico da HPTEC baseado em um Centro de Referência no Brasil, permitindo comparações com registros nacionais e internacionais e fornecendo subsídios para o aprimoramento do manejo e das políticas públicas relacionadas à doença.
