Congresso UNIFESP 2026
PÓS-GRADUAÇÃO (stricto sensu)CIENCIAS BIOLOGICASTrabalho #23297

EVIDÊNCIAS FENOTÍPICAS DO POSSÍVEL PAPEL DO PLASMÍDEO PAA NA INFECÇÃO EXTRAINTESTINAL POR ESCHERICHIA COLI

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

ANA CAROLINA DE MELLO SANTOS GHELLER - CO-ORIENTADOR(A)NATALIA VICTORIANO DE ARAUJO - AUTOR(A)RODRIGO TAVANELLI HERNANDES - CO-AUTOR(A)TANIA APARECIDA TARDELLI GOMES DO AMARAL - ORIENTADOR(A)

Resumo

Introdução: A Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) é caracterizada pela presença do plasmídeo pAA, um marcador-chave desse patotipo, que está associado tanto à diarreia aguda quanto à persistente. No entanto, o frequente isolamento desse patotipo de sítios extraintestinais levantou questionamentos sobre o papel do pAA no estabelecimento e curso de infecções extraintestinais. Objetivo: Avaliar se o plasmídeo pAA contribui com fenótipos de infecção extraintestinal quando introduzido em um background genético de E. coli não patogênica. Materiais e Métodos: O plasmídeo pAA da cepa LSC52 de E. coli, isolada de um paciente com infecção urinária sintomática, foi transferido por conjugação para a cepa de E.coli não patogênica MG1655. Cepas isogênicas, com e sem pAA, foram comparadas quanto ao crescimento em diferentes meios, formação de biofilme, resistência ao soro humano, interação e invasão de linhagens celulares extraintestinais (T24, HK-2, EA.hy926 e A549) e indução de mortalidade no modelo de infecção por Galleria mellonella. Resultados: A presença do plasmídeo pAA influenciou diferencialmente o crescimento das cepas, dependendo tanto da variante plasmidial utilizada quanto do meio de cultivo empregado. Além disso, houve o aumento da formação de biofilme em caldo LB, resultando em pelo menos duas vezes a capacidade de formar biofilme nesse meio. A aquisição desse plasmídeo conferiu um aumento de pelo menos quatro vezes na resistência ao soro humano e de pelo menos quatro vezes a capacidade de interagir com e invadir diferentes linhagens celulares extraintestinais. No entanto, não teve impacto significativo na mortalidade, em modelo de infecção sistêmica em G. mellonella. Conclusão: O plasmídeo pAA não afetou o crescimento bacteriano e contribuiu para um aumento na expressão de alguns fenótipos associados à patogenicidade extraintestinal.