Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC CNPQCIENCIAS BIOLOGICASTrabalho #23423

VIBRAÇÃO MECÂNICA E MECANOTRANSDUÇÃO ÓSSEA: IMPACTOS SOBRE OSTEÓCITOS EM UM MODELO DE OSTEOPENICA INDUZIDA POR PRIVAÇÃO ESTROGÊNICA.

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

HELENA BONCIANI NADER - CO-AUTOR(A)LARA FAQUIM FIGUEIRA - AUTOR(A)MARCIO LUIS ALVES MOURA - CO-AUTOR(A)MARISE LAZARETTI CASTRO - CO-AUTOR(A)PABLO LUIZ CARVALHO DOS SANTOS - CO-AUTOR(A)REJANE DANIELE REGINATO - ORIENTADOR(A)

Resumo

Introdução: Os osteócitos são as principais células mecanossensoras do tecido ósseo, atuando por meio da rede lacunocanalicular na detecção e transmissão de estímulos mecânicos. Alterações nesta rede podem comprometer a mecanotransdução e a homeostase óssea, especialmente na osteoporose associada à deficiência estrogênica.. Nesse contexto, a vibração mecânica (MV) tem sido investigada como uma estratégia capaz de modular respostas celulares no tecido ósseo; entretanto, seus efeitos sobre os osteócitos e a rede lacunocanalicular ainda permanecem pouco compreendidos. Objetivo: Investigar os efeitos da MV nos osteócitos, na rede lacunocanalicular e na matriz óssea de camundongos osteopênicos fêmeas. Métodos: Trinta camundongos fêmeas da linhagem Swiss, com idade de 3 meses, pesando aproximadamente 32 gramas, foram ooforectomizados (OVX) ou Sham-operados (SHAM) e divididos em 3 grupos: SHAM: submetidos à ooforectomia simulada; OVX: ooforectomizados; MV: ooforectomizados e submetidos à Vibração Mecânica. Após 120 dias, foi iniciada a MV de baixa frequência e intensidade (60Hz-0,6g, 30min/dia, 5 dias/semana), durante 60 dias (7-9 meses de idade). Os animais foram eutanasiados aos 9 meses de idade e os fêmures e tíbias coletados para análises histoquímicas, imunoistoquímicas e bioquímicas. Cortes histológicos seriados foram realizados com 5?m de espessura. A histoquímica de impregnação por prata foi utilizada para quantificação de osteócitos e canalículos, e o Tricrômico de Masson para avaliação de neoformação óssea. A expressão de TNF-? (1:250) e IL-1? (1:300) foi avaliada por imunoistoquímica. Condroitimsulfato e ácido hialurônico foram analisados por eletroforese em gel de agarose e ELISA, respectivamente. Os dados foram analisados por ANOVA com nível de significância de 5%. Resultados: O grupo MV apresentou maior número de osteócitos e canalículos quando comparado aos grupos SHAM e OVX no osso trabecular. No osso cortical, o grupo MV apresentou maior número de canalículos do que o grupo OVX, mas não houve alterações na quantidade de osteócitos entre os grupos. O tratamento com MV reduziu a imunoexpressãode TNF-? e IL-1? no osso trabecular em comparação ao grupo OVX, aproximando-a dos níveis observados no grupo SHAM. No osso cortical, o tratamento reduziu o número de osteócitos positivos para IL-1?. O grupo SHAM apresentou maior concentração de ácido hialurônico em relação aos grupos OVX e MV. Os grupos SHAM e MV apresentaram tendência a maior concentração de condroitim sulfato em comparação ao grupo OVX. Os resultados referentes à neoformação óssea estão em análise. Conclusão: A vibração mecânica aumentou o número de osteócitos e canalículos, favorecendo a mecanotransdução. Além disso, o tratamento modulou o microambiente inflamatório, reduzindo a expressão de TNF-? e IL-1?. Os achados demonstram o potencial da MV como estratégia não farmacológica capaz de modular mecanismos associados à conectividade dos osteócitos e à homeostase óssea em condição de osteopenia.