Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - VOLUNTÁRIOCIÊNCIAS HUMANAS, ARTES, JORNALISMO E INFORMAÇÃOTrabalho #23591

PROJETO: A TUTMANIA NA MODA OCIDENTAL DA DÉCADA DE 1920

Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Guarulhos)

Autores

ANGELA BRANDÃO - ORIENTADOR(A)ISABELE KUSZNIR DOS SANTOS - AUTOR(A)

Resumo

Com a descoberta da tumba do faraó Tutankhamon em 4 de novembro de 1922, os países do ocidente geopolítico - principalmente a França, a Inglaterra e os Estados Unidos, mas também o Brasil - renovaram um fenômeno existente desde a Idade Antiga: a egiptomania. Ao longo de quase dois milênios, o fascínio pelo antigo Egito passou por diversas modificações, acompanhando as transformações socioculturais do mundo e consolidando-se na sociedade moderna ao final do século XVIII, com a campanha de Napoleão Bonaparte pelo Egito (1798-1801). Nesse contexto, a década de 1920 foi marcada pela influência e pela apropriação da estética do Egito antigo em diversas áreas do design, evento frequentemente denominado Tutmania em alusão ao impacto imediato do achado de 1922. Dessa forma, a presente pesquisa tem como objetivo investigar os impactos desse evento arqueológico na moda ocidental do período, através de um estudo acerca da manifestação de elementos egípcios - sendo exemplos a flor de lótus, a esfinge e pedras como a turquesa e o lápis-lazúli - em peças de vestuário e acessórios divulgados nas mídias impressas da época, bem como em objetos vintages atualmente pertencentes a acervos museológicos. A análise dessas fontes permitirá compreender como a egiptomania se manifesta na cultura visual nesse espaço de tempo e de que maneira se articula com dinâmicas mais amplas de circulação de imagens, apropriação cultural e com a construção do imaginário oriental no Ocidente.