Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - BOLSA INSTITUCIONALCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #23650

FATORES PREDITORES DE ANGIOTOMOGRAFIA POSITIVA PARA TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

FREDERICO JOSE NEVES MANCUSO - ORIENTADOR(A)IRENE ARAUJO DE ALMEIDA - CO-AUTOR(A)

Resumo

Fundamento: O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma doença de alta morbimortalidade. Apesar de sua importância e prevalência, o diagnóstico dessa doença ainda é difícil. A angiotomografia de tórax protocolo TEP (TCTEP) é o exame padrão ouro para diagnóstico, porém este é um exame de custo significativo e com algum risco associado. Objetivos: Esse estudo tem por objetivo investigar a prevalência de TCTEPs positivas e os fatores associados à presença da doença. Métodos: Estudo retrospectivo realizado em hospital terciário. Foram coletados dados clínicos e laboratoriais de pacientes que realizaram TCTEP entre os meses de janeiro a março de 2025. Resultados: Foram avaliados 109 pacientes, sendo que apenas 24 (22%) das TETEPs foram positivas para o diagnóstico de TEP, enquanto 85 (78%) foram negativas. Não houve diferença em relação a idade (53,4 ± 17,4 vs. 55,9 ± 15,0 anos) e sexo (48,2% homens vs. 37,5% homens; p = 0,35) entre os grupos TEP positivo e TEP negativo, respectivamente. Óbito ocorreu em porcentagem maior de pacientes com TEP (41,7% vs. 24,7%; p = 0,10), porém sem diferença estatística. A pontuação no escore de Wells teve tendência a ser maior no grupo com TEP, porém sem diferença estatística (5,0 ± 1,8 vs. 4,4 ± 2,2; p = 0,09). Pressão arterial sistólica e diastólica, frequência cardíaca e frequência respiratória foram semelhantes nos dois grupos. A saturação de oxigênio foi menor no grupo TEP (90% ± 0,09 vs. 93% ± 0,04; p = 0,01) do que no grupo sem TEP. Pressão sistólica em artéria pulmonar foi significativamente maior no grupo TEP (51,7 ± 19,1 vs. 35,8 ± 16,5; p = 0,006), enquanto o TAPSE teve tendência a ser menor no grupo TEP (20,3 ± 3,7 vs. 22,1 ± 4,2; p = 0,07). Conclusão: Identificamos uma quantidade elevada de pacientes que realizaram angiotomografia de tórax protocolo TEP que não confirmou o diagnóstico. Esses dados identificam a necessidade de melhor seleção de pacientes que devem ser expostos aos riscos de radiação e reações ao contraste.