Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - VOLUNTÁRIOCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #23832

A MANUFATURA ADITIVA METÁLICA APLICADA À SAÚDE

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3ODS 9

Autores

LARISSA MARQUES SILVA DE ALMEIDA - AUTOR(A)STEFANO NETO JAI HYUN CHOI - CO-AUTOR(A)VAGNER ROGÉRIO DOS SANTOS - ORIENTADOR(A)

Resumo

INTRODUÇÃO: A manufatura aditiva metálica, também conhecida como impressão 3D de metais, é uma das inúmeras inovações tecnológicas que surgiram nos últimos anos, tendo sua base construída a partir da década de 1980 com o estudo da manufatura aditiva em polímeros. Por sua vez, o avanço da impressão tridimensional para abranger materiais metálicos permitiu a construção de peças complexas na indústria que antes enfrentavam limitações técnicas na usinagem. Dessa maneira, a manufatura aditiva em metal tem sido usada, atualmente, não apenas no cenário industrial, mas também na área da saúde. OBJETIVO: Descrever a manufatura aditiva metálica e apresentar a sua aplicabilidade no âmbito da saúde. MATERIAIS E MÉTODOS: O presente estudo consistiu em uma revisão bibliográfica de caráter descritivo. A coleta de dados foi realizada por palavras-chave do MeSH (Medical Subject Headings) e operadores booleanos, como ?AND?, em bases de dados eletrônicas, como PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores "manufatura aditiva metálica", "impressão 3D de metais", "implantes personalizados" e "saúde". Foram selecionados artigos científicos, revisões de literatura e estudos de caso publicados na última década que abordassem o desenvolvimento dessa tecnologia e seus impactos na medicina e na odontologia. RESULTADO: Os dados indicam que a manufatura aditiva, que utiliza principalmente ligas de titânio, de cobalto-cromo e de aço inoxidável, revolucionou o setor hospitalar. Suas principais aplicações incluem a confecção de implantes ortopédicos personalizados, próteses dentárias sob medida e guias cirúrgicos de alta precisão. A tecnologia permite a criação de estruturas com porosidades complexas que mimetizam o tecido ósseo humano, o que otimiza o processo de osseointegração e de biocompatibilidade. Além disso, a customização baseada em exames de tomografia computadorizada reduz drasticamente o tempo cirúrgico e o risco de rejeição pelo organismo. CONCLUSÃO: Conclui-se que a manufatura aditiva metálica é um pilar a ser consolidado para a evolução da medicina personalizada e de alta precisão. Embora barreiras como o alto custo inicial dos equipamentos e as exigências regulatórias ainda limitem o acesso em larga escala, os benefícios clínicos relacionados à adaptação anatômica e à melhora da qualidade de vida dos pacientes consolidam essa tecnologia como uma tendência irreversível e em constante expansão na área da saúde.