Congresso UNIFESP 2026
PÓS-GRADUAÇÃO (stricto sensu)CIÊNCIAS HUMANAS, ARTES, JORNALISMO E INFORMAÇÃOTrabalho #23924

A ALEGORIA DA PAZ ENTRE DITADURAS E DEMOCRACIAS: ANÁLISE DE CHARGES DE J. CARLOS DURANTE NEUTRALIDADE BRASILEIRA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1942).

Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Guarulhos)
ODS 4ODS 16ODS 17

Autores

ANGELA BRANDÃO - ORIENTADOR(A)DANIEL RODRIGUES DE SOUZA - AUTOR(A)

Resumo

Durante a Segunda Guerra Mundial, J. Carlos produziu uma série de charges utilizando a alegoria da paz para diferenciar os países, seja pelo uso da guerra como forma de negociação, seja como um abandono a quaisquer acordos. A partir da leitura de charges e artigos da revista Careta, durante a fase da neutralidade brasileira na Segunda Guerra Mundial (1939-1942), foi reconstruída a narrativa visual por meio da seleção de obras do artista que tematizaram a alegoria da paz nesta guerra. Foi identificada uma crítica à possibilidade relação entre ditaduras e democracias, estes como regimes fundados na paz, sendo abusados por aqueles, fundados na ameaça de guerra. A hipótese é a de que a alegoria da paz teve um papel importante para sintetizar os episódios iniciais do conflito. A análise demonstrou que estas charges serviram para caracterizar o fim da Liga das Nações como uma consequência do abuso de política internacional por nações europeias autoritárias e militarizadas. Em contraposição a uma visão positiva da União Pan-americana, aproximou a cooperação entre os Estados Unidos e o restante dos países das Américas, incluindo a América Latina. Na política interna, a campanha serviu para alicerçar uma narrativa de alinhamento, mas que depois enfraqueceu o próprio governo Vargas.