Congresso UNIFESP 2026
PET-MECCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #24006

ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE IA ACESSÍVEIS AO GRADUANDO: MATRIZ COMPARATIVA ENTRE OS RECURSOS E USOS DAS IAS E CONSTRUÇÃO DE UM PROTOCOLO DE USO ADEQUADO

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 4

Autores

BEATRIZ FERREIRA DE ALMEIDA - PETIANO(A)EDUARDA COSTA BEZERRA - PETIANO(A)ISABELA RODRIGUES DE SOUSA - PETIANO(A)JULIA MONTESANO VILELA ALCANTARA - PETIANO(A)LUCAS SILVA ALVES - PETIANO(A)MARCELA MARIA URSULA DOS SANTOS - PETIANO(A)MARCELO BAPTISTA DE FREITAS - TUTOR(A)MARCELO MARIANO DA SILVA - COLABORADOR(A)MAYTHE ALVES DO PRADO JORGE - PETIANO(A)MONICA MAYUMI PEREZ ABE - PETIANO(A)RAQUEL SANTOS MARQUES DE CARVALHO - TUTOR(A)SABRINA AMABILE PEREIRA SIQUEIRA - PETIANO(A)SAMIA SAKAI DE SOUSA - PETIANO(A)

Resumo

INTRODUÇÃO: Com o avanço da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano acadêmico, há necessidade de orientar os estudantes sobre como utilizar essas ferramentas de forma ética e colaborativa para o aprendizado efetivo. Há uma vertente da IA que ressalta a necessidade de criar regulamentações para que seu uso seja feito de maneira consciente, uma vez que a IA não garante objetividade e neutralidade[1]. Com essa narrativa, o grupo do Programa de Educação Tutorial do MEC no Campus São Paulo, PET Tecnologias em Saúde, reuniu relatos de estudantes de graduação do Campus e fez testes analíticos de algumas ferramentas de IA mais utilizadas por eles. Este estudo pretende contribuir para o estabelecimento das diretrizes preconizadas pela UNESCO[2], reafirmando que o uso de ferramentas generativas deve ser acompanhado por protocolos éticos que garantam a integridade acadêmica e evitem o plágio. OBJETIVO: Analisar o desempenho das principais ferramentas de IA gratuitas disponíveis, considerando a produtividade acadêmica e a segurança ética. Busca-se estabelecer um protocolo de uso adequado que minimize riscos de plágio e desinformação, promovendo uma orientação eficaz para o uso dessas tecnologias no ensino superior. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia consistiu na avaliação técnica e qualitativa das versões gratuitas de cinco ferramentas de IA generativa: ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google), Copilot (Microsoft), Perplexity e Claude (Anthropic). Os critérios de avaliação envolveram a usabilidade da interface, a precisão na recuperação de referências bibliográficas reais, a interpretação de comandos complexos e a disponibilidade de recursos multimodais, como análise de PDFs e geração de imagens. Para garantir a comparabilidade, foram aplicados comandos idênticos (prompts) a todas as plataformas, avaliando a consistência das respostas. O estudo também integrou a revisão da literatura com os relatos de experiências dos petianos para fundamentar a construção do protocolo de uso adequado. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Os resultados demonstram que o uso da IA para auxílio na graduação é frequente, e a principal motivação para seu emprego na graduação é a busca por praticidade, dinâmica no cotidiano, organização e resolução de problemas de forma rápida. O uso dessas ferramentas foi relatado principalmente para corrigir questões, explicar conteúdos e produzir resumos de temas vistos em sala de aula, sendo o ChatGPT e o Gemini as plataformas mais utilizadas, seguidas do Notebook LM e Claude. Também foram relatados usos alternativos, como organizar dados e planilhas, produção de imagens, vídeos e podcasts. No aprofundamento técnico das ferramentas, a experiência acadêmica dos alunos revelou diferenças importantes. Em relação ao ChatGPT, identificou-se um déficit em fornecer referências bibliográficas reais, principalmente em assuntos acadêmicos complexos e específicos. As ferramentas Copilot, da Microsoft, e Gemini, da Google, se destacaram pelas buscas em tempo real, que permite que o aluno visualize a origem da informação de forma mais direta. Além disso, o Gemini é nativamente integrado ao Google Workspace, o que permite ao usuário a criação de arquivos. O Perplexity, por sua vez, foi avaliado como a ferramenta mais precisa para a busca de referências bibliográficas, listando fontes e evidências online de maneira estruturada, o que minimiza drasticamente a ocorrência de informações falsas. Por outro lado, o Claude, destaca-se sobre sua segurança, cuidado ao tratar de informações sensíveis e escrita mais fluida e humanizada em relação à outros sistemas. A partir dessa análise foi possível estruturar um Protocolo de Uso Seguro de IA, que orienta que o corpo discente utilize a técnica de escrita de prompts, atribuindo contextos claros para evitar respostas genéricas, enfatizando que toda informação gerada deve ser obrigatoriamente cruzada com bases de dados acadêmicas reconhecidas e devidamente verificadas antes da sua efetiva utilização/divulgação. O protocolo define que a IA deve ser um auxílio ao estudo e nunca um substituto da produção intelectual. As perguntas e/ou tarefas demandadas às ferramentas de IA definem quão adequadas serão as entregas. Conclui-se que o uso ético da IA na graduação potencializa o aprendizado quando o aluno mantém o protagonismo crítico. A IA não deve ser o destino final da pesquisa, mas o ponto de partida para a análise humana. A democratização dessas ferramentas gratuitas é um passo essencial para a inclusão digital, desde que acompanhada de diretrizes que garantam a integridade acadêmica e científica. Agradecimentos: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE - MEC) REFERÊNCIAS: 1.Rodrigues O.S., Rodrigues K.S..?A inteligência artificial na educação: os desafios do ChatGPT?. https://www.scielo.br/j/tl/a/rxWn7YQbndZMYs9fpkxbVXv/?format=pdf&lang=pt 2.UNESCO. Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. Paris: UNESCO, 2022. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000381137.locale=en