VAMPIRA CARMILLA: O VAMPIRISMO ENQUANTO METÁFORA PARA SUBVERSÃO SOCIAL
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Resumo
O presente trabalho de Iniciação Científica voluntária, desenvolvido junto ao Departamento de Letras da Unifesp, tem como objetivo analisar a novela Carmilla, de Sheridan Le Fanu, publicada em 1872, buscando compreender de que maneira o mito do vampiro se relaciona à subversão de valores sociais, especialmente no que concerne à feminilidade e à sexualidade feminina. Partindo da contextualização histórica do século XIX e da moral vitoriana, pretende-se investigar como a construção das personagens vampíricas da obra, sobretudo da protagonista Carmilla, associa o vampirismo ao desvio moral, ao erotismo e à ruptura das normas sociais impostas às mulheres. A pesquisa também se fundamenta na tradição folclórica e literária do vampiro, considerando que muitas das primeiras representações vampíricas estavam ligadas a figuras femininas e a comportamentos entendidos historicamente como transgressores. Dessa forma, busca-se analisar o vampiro não apenas como criatura fantástica, mas como metáfora para sujeitos que desafiam os padrões sociais estabelecidos. Para esta apresentação, trazemos os primeiros resultados da pesquisa.
