Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - OUTROS FOMENTOSCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #24286

ANÁLISE DA CITOTOXICIDADE DO HORMÔNIO RELAXINA EM CÉLULAS DA CÓRNEA HUMANA

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

DIOGO PONCIANO DOS SANTOS - CO-AUTOR(A)EDUARDA DE OLIVEIRA - CO-AUTOR(A)JOSE ALVARO PEREIRA GOMES - ORIENTADOR(A)LUANA AKARI TAKEDA HERRERA RODRIGUEZ - AUTOR(A)LUCIMEIRE NOVA DE CARVALHO - CO-AUTOR(A)MARIA CECILIA ZORAT YU - CO-AUTOR(A)PRISCILA CARDOSO CRISTOVAM MIOTTO - CO-AUTOR(A)RENATA AKEMI YAGUIU - CO-AUTOR(A)THAINÁ VILELLA RODRIGUES MARIA - CO-AUTOR(A)

Resumo

Introdução: A relaxina (RLX) é um hormônio da superfamília da insulina que apresenta efeitos vasodilatadores e antifibróticos, notadamente observados durante a gravidez. Sua interação com os receptores tipo 1 (RXFP1) e tipo 2 (RXFP2) promove migração e proliferação de colágeno e modula a composição do tecido conjuntivo, que têm sido estudados em diversos tecidos, tanto em condições patológicas quanto fisiológicas. Em 2012, a presença da RLX e de seus receptores foi identificada em tecidos da superfície ocular (conjuntiva e córnea), glândula lacrimal, lágrima e pálpebra. Na superfície ocular, a RLX está envolvida na remodelação e reepitelização tecidual por promover proliferação e migração de células epiteliais da córnea e da conjuntiva. Objetivo: Avaliar o efeito da aplicação tópica da RLX exógena sobre células epiteliais da córnea e ceratócitos. Material e Métodos: Células epiteliais e ceratócitos da córnea humana em cultura foram expostas à RLX em concentrações de 100, 50, 25 e 12,5 ng/ml durante 24, 48 e 72 horas. A viabilidade celular foi avaliada por meio de MTT e de marcação com DAPI. Expressão gênica e de proteína da RLX e seus receptores RXFP1 e RXFP2 serão avaliadas por qPCR e por imunocitoquímica, respectivamente. Resultado: Num primeiro experimento, a RLX nas diferentes concentrações e nos diferentes tempos não induziu redução nem morte das células epiteliais corneais e ceratócitos, evidenciando pouca citotoxicidade no modelo utilizado. Conclusão: A RLX exógena apresenta pouca citotoxidade nas células epiteliais corneais e ceratócitos, podendo ser considerada para uso tópico em oftalmologia. Mais estudos são necessários para melhor entender seus efeitos e mecanismos de ação na superfície ocular.