ANÁLISE DA CITOTOXICIDADE DO HORMÔNIO RELAXINA EM CÉLULAS DA CÓRNEA HUMANA
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Resumo
Introdução: A relaxina (RLX) é um hormônio da superfamília da insulina que apresenta efeitos vasodilatadores e antifibróticos, notadamente observados durante a gravidez. Sua interação com os receptores tipo 1 (RXFP1) e tipo 2 (RXFP2) promove migração e proliferação de colágeno e modula a composição do tecido conjuntivo, que têm sido estudados em diversos tecidos, tanto em condições patológicas quanto fisiológicas. Em 2012, a presença da RLX e de seus receptores foi identificada em tecidos da superfície ocular (conjuntiva e córnea), glândula lacrimal, lágrima e pálpebra. Na superfície ocular, a RLX está envolvida na remodelação e reepitelização tecidual por promover proliferação e migração de células epiteliais da córnea e da conjuntiva. Objetivo: Avaliar o efeito da aplicação tópica da RLX exógena sobre células epiteliais da córnea e ceratócitos. Material e Métodos: Células epiteliais e ceratócitos da córnea humana em cultura foram expostas à RLX em concentrações de 100, 50, 25 e 12,5 ng/ml durante 24, 48 e 72 horas. A viabilidade celular foi avaliada por meio de MTT e de marcação com DAPI. Expressão gênica e de proteína da RLX e seus receptores RXFP1 e RXFP2 serão avaliadas por qPCR e por imunocitoquímica, respectivamente. Resultado: Num primeiro experimento, a RLX nas diferentes concentrações e nos diferentes tempos não induziu redução nem morte das células epiteliais corneais e ceratócitos, evidenciando pouca citotoxicidade no modelo utilizado. Conclusão: A RLX exógena apresenta pouca citotoxidade nas células epiteliais corneais e ceratócitos, podendo ser considerada para uso tópico em oftalmologia. Mais estudos são necessários para melhor entender seus efeitos e mecanismos de ação na superfície ocular.
