Congresso UNIFESP 2026
INICIAÇÃO CIENTÍFICA - OUTROS FOMENTOSCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #24482

FADIGA E LIMITAÇÃO FUNCIONAL EM TRANSPLANTADOS RENAIS MESMO APÓS 3 ANOS DO DIAGNÓSTICO DE COVID LONGA

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

CARLOS EDUARDO NEVES AMORIM - CO-AUTOR(A)DULCE ELENA CASARINI - CO-AUTOR(A)ÍTALO DE OLIVEIRA FERREIRA - CO-AUTOR(A)JOSE OSMAR MEDINA DE ABREU PESTANA - CO-AUTOR(A)JULIA SOARES REIS - CO-AUTOR(A)LUCIO REQUIAO-MOURA - ORIENTADOR(A)RENATO DEMARCHI FORESTO - CO-AUTOR(A)RHAON PIETRO SANTOS FINAMOR - AUTOR(A)

Resumo

Introdução: A COVID Longa tem sido associada à persistência de sintomas como fadiga e limitação funcional mesmo meses após a infecção aguda, podendo impactar significativamente pacientes transplantados renais. Apesar disso, ainda existem poucos estudos avaliando essas repercussões nessa população específica. Objetivo: Avaliar a associação entre COVID Longa, fadiga e estado funcional em receptores de transplante renal. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional realizado no Hospital do Rim, com o objetivo de incluir 100 pacientes que foram diagnosticados com COVID Longa. Até o momento, 178 pacientes responderam aos questionários analisados, sendo classificados em grupos com e sem COVID Longa. Foram aplicados os instrumentos Fatigue Assessment Scale (FAS) e Post-COVID Functional Status Scale (PCFS). Resultados: Três anos após o diagnóstico da COVID Longa, esses pacientes apresentaram maior frequência de fadiga e pior funcionalidade quando comparados aos pacientes sem COVID Longa. O escore total da FAS foi significativamente maior no grupo com COVID Longa (25,8 vs. 20,9; p<0,001), demonstrando maior intensidade de fadiga. Além disso, a presença de fadiga relevante (FAS ?22) foi mais frequente entre pacientes com COVID Longa. Em relação ao estado funcional, os pacientes com COVID Longa apresentaram pior desempenho na PCFS, com mediana 1 versus 0 no grupo sem COVID Longa (p<0,001), além de maior frequência de limitações funcionais moderadas e graves. Conclusão: Mesmo 3 anos após o diagnóstico, receptores de transplante renal com COVID Longa apresentam maior fadiga e pior estado funcional quando comparados àqueles sem COVID Longa. Esses achados reforçam a necessidade de acompanhamento multidisciplinar e estratégias de reabilitação direcionadas a essa população.