CLEARPATH® AHMED VERSUS BAERVELDT® 250 MM² NO GLAUCOMA REFRATÁRIO: RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
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Resumo
Objetivo: Comparar a eficácia e a segurança do implante ClearPath® Ahmed (ACP) e do implante Baerveldt® 250 mm² (BGI) em pacientes com glaucoma refratário. Métodos: Ensaio clínico randomizado, unicêntrico, planejado para incluir 150 olhos com glaucoma refratário ou de alto risco, alocados para receber o ACP ou o BGI. Nesta análise preliminar, foram incluídos apenas pacientes com seguimento mínimo de 12 meses. Foram avaliadas pressão intraocular (PIO), número de medicamentos antiglaucomatosos, complicações pós-operatórias e necessidade de reintervenções cirúrgicas. Resultados: Entre fevereiro e setembro de 2025, 21 olhos de 21 pacientes foram randomizados para ACP (n=10) ou BGI (n=11). Os grupos apresentaram características basais semelhantes quanto à idade, sexo, presença de glaucoma neovascular, uso prévio de inibidores anidrase carbônica, maior PIO pré-operatória e número de medicamentos antiglaucomatosos. Observou-se tendência ao uso de maior número de medicamentos no grupo ACP antes da cirurgia (3,2±0,9 versus 2,2±1,3; p=0,057). Todos os implantes foram posicionados com sucesso no quadrante superotemporal, sem diferenças no tempo cirúrgico ou em complicações intraoperatórias. Houve redução significativa da PIO em ambos os grupos, sem diferenças estatisticamente significativas entre eles até 120 dias de seguimento. Aos três meses, a PIO média foi de 13,1±4,4 mmHg no grupo ACP e 12,9±3,6 mmHg no grupo BGI (p=0,898). O número de medicamentos também diminuiu em ambos os grupos (1,1±1,5 versus 1,8±1,6; p=0,382). As complicações coroidianas foram infrequentes e não diferiram entre os grupos. Não foram observadas diferenças significativas quanto às complicações pós-operatórias ou à necessidade de reintervenção cirúrgica. A análise após 150?180 dias foi limitada pelo reduzido tamanho amostral. Conclusões: Os implantes ACP e BGI apresentaram eficácia semelhante na redução da pressão intraocular e da necessidade de medicamentos antiglaucomatosos, além de perfis de segurança comparáveis em pacientes com glaucoma refratário. Os pacientes do grupo ACP apresentaram tendência a maior necessidade de medicação no pós-operatório; entretanto, os desfechos de controle pressórico e segurança foram semelhantes aos observados no grupo BGI. Embora preliminares, esses resultados sugerem que o ACP apresenta desempenho clínico comparável ao do BGI, reforçando a necessidade de estudos com maior número de pacientes e seguimento mais prolongado para confirmação desses achados.
