Congresso UNIFESP 2026
PÓS-GRADUAÇÃO (stricto sensu)CIÊNCIAS HUMANAS, ARTES, JORNALISMO E INFORMAÇÃOTrabalho #24769

A PERMANÊNCIA DO ARQUÉTIPO ANDRÓGINO: DO SÃO JOÃO BATISTA DE LEONARDO DA VINCI A MORTE EM VENEZA DE LUCHINO VISCONTI

Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Guarulhos)
ODS 5ODS 10

Autores

ANGELA BRANDÃO - ORIENTADOR(A)BIANCA DE CÁSSIA BEGLIOMINI - AUTOR(A)

Resumo

A presente comunicação irá apresentar os desdobramentos iniciais de uma pesquisa de doutorado que pretende investigar a representação do corpo masculino jovem com traços andróginos em diferentes manifestações artísticas, tomando como ponto de partida a pintura São João Batista (c.1508-1516) , de Leonardo da Vinci. A hipótese central apresentada é que a pintura citada cristaliza um modelo de beleza idealizada que remonta à Antiguidade Clássica ? greco-romana - e que se perpetua, sob diferentes formas, em diferentes expressões visuais e narrativas ao longo da história da arte. Pretende-se analisar a permanência e as transformações desse ideal estético, com especial atenção às suas ressonâncias no campo cinematográfico, tomando como estudo de caso o filme Morte em Veneza (1971), de Luchino Visconti. Nesse contexto, busca-se investigar em que medida a permanência de um ideal de beleza herdado da Antiguidade Clássica e que continua sendo reverenciado ao longo dos séculos, pode ser visto como uma forma de perpetuar certos padrões culturais e comportamentais O trabalho buscará, ainda, tensionar tais representações a partir das contribuições dos estudos de gênero e sexualidade, examinando de que modo a androginia é reinterpretada ou problematizada em releituras contemporâneas desse modelo.