Congresso UNIFESP 2026
PET-SAÚDE / PET-SAÚDE DIGITALCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #24841

PROCESSO FORMATIVO E DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES VOLTADAS À VALORIZAÇÃO DE TRABALHADORAS(ES) DO SUS - VIVÊNCIAS DO GAT 3 NO PET-SAÚDE EQUIDADE

Reitoria
ODS 3ODS 4ODS 5ODS 10ODS 16

Autores

ANA CRISTINA CERRUTI - COLABORADOR(A)ANTÔNIO JOSÉ DE SOUZA - PETIANO(A)ARIDIANE ALVES RIBEIRO - TUTOR(A)BIANCA ALVES OLIVEIRA - PETIANO(A)CAROLINA MATSUE RODRIGUES MUTOU - PETIANO(A)ELENIR FEDOSSE - TUTOR(A)EMILLY LARISSA DE SOUZA LOPES - PETIANO(A)ISABELLA BAESSO SILVA - PETIANO(A)LUCIOLA DEMERY SIQUEIRA - TUTOR(A)MARISA CORRÊA SIEBERT - COLABORADOR(A)MICHELE ANDRADE SANTOS - PETIANO(A)NIOMARA DE CÁSSIA CUNHA - COLABORADOR(A)SUZY GABRIELE TOBIAS VIEIRA - PETIANO(A)THAYS TEIXEIRA REIS NASCIMENTO - PETIANO(A)

Resumo

Introdução ? O PET-Saúde Equidade impôs temas sensíveis para tratar da vida/do trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), dentre eles o acolhimento e a valorização às trabalhadoras(es) e futuras trabalhadoras(es) da saúde no processo de maternagem, o acolhimento e a valorização de mulheres, homens trans e outras pessoas que gestam. Nesse contexto, no interior do Projeto - Integração Unifesp/CRS Sudeste São Paulo - Ações para Equidade na Formação e no Trabalho em Saúde -, o Grupo de Aprendizagem Tutorial (GAT 3) desenvolveu ações voltadas à parentalidade junto a trabalhadoras(es) da Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste (integrante do SUS paulista), abordando aspectos relacionados à maternagem e paternidade, desigualdades de gênero, divisão do cuidado, direitos trabalhistas e desenvolvimento infantil, considerando-os importantes influenciadores das condições de trabalho e a qualidade de vida desses profissionais. Objetivo - Compreender os desafios relacionados ao exercício da parentalidade entre trabalhadoras(es) do SUS, identificando fatores que interferem na conciliação entre trabalho e cuidado de crianças pequenas, bem como desenvolver estratégias e subsidiar recomendações para ambientes de trabalho mais acolhedores e inclusivos. Método ? As ações foram desenvolvidas por estudantes, preceptoras, tutoras e orientadora de serviço do GAT 3, a partir de um processo formativo sobre - SUS, políticas públicas de saúde (promoção e humanização da saúde, saúde do trabalhador[a], das pessoas negras, LLGBT, e com deficiências, entre outras), diversidade, racismo, violências, interseccionalidade, parentalidade, desenvolvimento infantil, relações de gênero, legislação trabalhista e inovação social. Foi realizado o mapeamento dos serviços da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste (dezembro 2024/janeiro/2025), a partir da aplicação de formulário eletrônico visando a identificação de gestantes, pessoas em licença parental e responsáveis por crianças menores de seis anos (beneficiárias do auxílio creche). Participaram do mapeamento 77 serviços da CRS Sudeste, sendo selecionados aqueles com maior número de trabalhadorss(es) responsáveis pelo cuidado de crianças pequenas para realização de rodas de conversa e grupos focais (abril/outubro/2025). Para subsidiar a análise dos dados e a construção de outras propostas de intervenção, foram utilizadas ferramentas de inovação social, como Mapa de Empatia, Árvore de Problemas e Mapa de Influenciadores. Resultados - As rodas de conversa e grupos focais evidenciaram desafios relacionados à conciliação entre trabalho e parentalidade, destacando a sobrecarga e a carga mental associadas ao cuidado, os impactos das desigualdades de gênero e do patriarcado nas relações de trabalho, as dificuldades no retorno após licenças parentais, a fragilidade das redes de apoio e limitações na efetivação dos direitos trabalhistas relacionados à parentalidade. Disso decorreram a elaboração e desenvolvimento de grupos de formação de trabalhadoras(es) sobre a temática; uma cartilha educativa sobre parentalidade e trabalho no SUS; um sumário executivo com perfil dos trabalhadores e recomendações institucionais, além da proposição de dois artigos científicos (em elaboração) sobre parentalidade, gênero, patriarcado, gestão dos serviços de saúde e legislação trabalhista. O retorno acolhedor ao trabalho após licenças parentais, a ampliação da flexibilidade laboral, o reconhecimento da carga mental associada ao cuidado, o fortalecimento do apoio institucional à parentalidade e a incorporação de uma perspectiva interseccional nas políticas de gestão do trabalho foram aspectos destacados em todas as produções do GAT 3. Além dos produtos identificados, a equipe do GAT 3 participou de eventos científicos e na Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Conclusão ? Ficou evidenciado que a parentalidade constitui uma dimensão relevante da saúde e das condições de trabalho dos profissionais do SUS, demandando ações institucionais capazes de reconhecer e apoiar as necessidades relacionadas ao cuidado de crianças pequenas. A utilização de metodologias participativas permitiu compreender as experiências vividas pelos trabalhadores e construir coletivamente propostas de intervenção. Os produtos elaborados e as recomendações produzidas contribuem para o fortalecimento de políticas e práticas voltadas à promoção de ambientes de trabalho mais equitativos, acolhedores e sensíveis às demandas da parentalidade.