Congresso UNIFESP 2026
PIBITISAÚDE E BEM-ESTARTrabalho #24850

BIOMARCADORES VOCAIS NO MONITORAMENTO REMOTO DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: PROPOSTA DE FRASE PADRÃO PARA PREDIÇÃO E RECONHECIMENTO PRECOCE DA DESCOMPENSAÇÃO

Escola Paulista de Enfermagem (São Paulo)
ODS 3ODS 9

Autores

FABIOLA LETICIA DAMASCENA AMADOR - CO-AUTOR(A)GABRIELLA SANTOS GARCIA - AUTOR(A)RITA SIMONE LOPES MOREIRA - ORIENTADOR(A)

Resumo

Introdução: No âmbito da saúde digital, os biomarcadores vocais emergem como uma abordagem promissora, não invasiva e escalável para a avaliação e acompanhamento da insuficiência cardíaca. Os estudos têm mostrado que alterações na produção vocal, como redução da intensidade sonora e diminuição do tempo de emissão de sons sustentados, podem refletir a piora do estado clínico desses pacientes. Dessa forma, a análise metodológica das tarefas vocais utilizadas na literatura pode contribuir para identificar lacunas recorrentes e subsidiar o desenvolvimento de protocolos padronizados e adaptados à avaliação diagnóstica, prognóstica e preditiva na insuficiência cardíaca. Objetivo: Analisar os dados provenientes da literatura científica sobre biomarcadores vocais na insuficiência cardíaca, com foco na duas frases-padrão que possam subsidiar o desenvolvimento de tecnologias baseadas em inteligência artificial para o monitoramento remoto e detecção precoce da descompensação. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza exploratória que visa analisar as evidências a partir dos dados extraídos de uma revisão de escopo sobre o uso de biomarcadores vocais aplicados ao monitoramento de pessoas com insuficiência cardíaca. As etapas incluem: (i) Presença equilibrada de sons que favoreçam a análise dos parâmetros acústicos verificados nas evidências elencadas; (ii) Facilidade de articulação para pacientes, inclusive em situações de dispneia leve; (iii) Compatibilidade fonética com os modelos de análise vocal e machine learning utilizados na literatura. Após esse processo, os dados foram submetidos a uma análise secundária pelo software IRAMUTEQ. As tarefas vocais foram classificadas em seis categorias analíticas: (i)Vogais sustentadas, (ii)Frases curtas padronizadas, (iii)Leitura padronizada, (iv)Entrevista estruturada, (v)Fala espontânea e (vi)Protocolo combinado Resultados parciais: A análise dos estudos (n=17), cujas tarefas vocais foram organizadas em seis categorias analíticas resultaram na prevalência do uso de protocolos combinados (n=8), caracterizados pela associação de diferentes estímulos, como vogais sustentadas, leitura padronizada, frases curtas, fala espontânea e tarefas seriadas. Entre as categorias isoladas, as frases curtas padronizadas foram as mais frequentes (n=3), enquanto entrevista estruturada e leitura padronizada tiveram a mesma quantidade de uso em cada estudo (n=2), vogais sustentadas e fala espontânea foram identificadas em um único estudo cada (n=1). Conclusão: A análise dos estudos demonstrou que estratégias combinadas para análise para o uso da voz podem ser um biomarcador não invasivo para predição de eventos ou descompensação de doenças crônicas.