Congresso UNIFESP 2026
ESPECIALIZAÇÃOCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #24861

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA NO CONTINENTE AMÉRICANO: REVISÃO SISTEMÁTICA

Escola Paulista de Medicina (São Paulo)
ODS 3

Autores

ACARY SOUZA BULLE OLIVEIRA - CO-ORIENTADOR(A)BRUNA LETICIA TORRES DA SILVA - CO-AUTOR(A)FRANCIS MEIRE FAVERO - ORIENTADOR(A)LIZY MARION SCHIFFER - AUTOR(A)VAGNER ROGÉRIO DOS SANTOS - AUTOR(A)

Resumo

Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva e rara, cuja distribuição epidemiológica pode variar entre diferentes populações e contextos geográficos. Objetivo: Estudar o perfil epidemiológico da Esclerose Lateral Amiotrófica no continente americano. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática realizada nas bases de dados SciELO e Medline via PubMed. Foram incluídos estudos epidemiológicos sobre ELA publicados entre 1993 e 2026, conduzidos em populações das Américas e que utilizaram critérios diagnósticos internacionalmente reconhecidos. Foram excluídos estudos sem dados específicos para ELA ou que incluíssem outras doenças do neurônio motor sem distinção clara dos resultados. Resultados: Foram incluídos 18 estudos na análise final, com predomínio de investigações conduzidas na América do Norte. Observou-se variação da incidência entre 0,97 e 2,20 casos por 100.000 habitantes/ano e da prevalência entre 1,9 e 5,0 casos por 100.000 habitantes. Houve predominância de acometimento em indivíduos do sexo masculino e maior frequência da doença entre a sexta e a oitava décadas de vida. A sobrevida variou amplamente entre os estudos incluídos, sugerindo heterogeneidade regional e metodológica entre as populações avaliadas. Conclusão: Conclui-se que a Esclerose Lateral Amiotrófica apresenta perfil epidemiológico relativamente consistente nas Américas, com predominância em homens e maior acometimento em faixas etárias avançadas, embora com heterogeneidade regional relevante nos indicadores de incidência, prevalência e sobrevida. As diferenças observadas sugerem influência de fatores biológicos, estruturais e assistenciais, reforçando a necessidade de ampliação de estudos epidemiológicos na América Latina.