Congresso UNIFESP 2026
PET-SAÚDE / PET-SAÚDE DIGITALCIÊNCIAS DA SAÚDETrabalho #25270

A EXPERIÊNCIA DO GAT 1 NO PET SAÚDE DIGITAL: FORMAÇÃO PARA O CUIDADO TERRITORIAL DE POPULAÇÕES DA FLORESTA, CAMPO E EM SITUAÇÃO DE RUA

Reitoria
ODS 3ODS 4ODS 10

Autores

ANTONIELLA SANTOS VIEIRA - COLABORADOR(A)BARBARA FRANCO FEDEL - PETIANO(A)CLAUDIA FEGADOLLI - TUTOR(A)JACIRA JORGE DE SOUZA GOMES PIRES - COLABORADOR(A)JOAO PEDRO MARTINS DE OLIVEIRA MEDEIROS - PETIANO(A)LUCIANA MACHADO WERNECK - COLABORADOR(A)MARIA APARECIDA DE MELO ALVES - COLABORADOR(A)MARJORIE LANZA PEIXOTO DA SILVA - PETIANO(A)PAULA ANDREA MARTINS - TUTOR(A)ROSANGELA SOARES CHRIGUER - TUTOR(A)SAMUEL SANTOS DE SOUZA - PETIANO(A)TATIANE LIBARINO DE JESUS - COLABORADOR(A)THIAGO DA SILVA DOMINGOS - TUTOR(A)THIAGO FRANCO DE OLIVEIRA MARTINS - PETIANO(A)VICTORIA CASTELLO FORMAGIO - PETIANO(A)VINICIUS DEMARCHI SILVA TERRA - TUTOR(A)WALMY OLIVEIRA - COLABORADOR(A)

Resumo

[introdução] Vinculado ao Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde: Informação e Saúde Digital (PET-Saúde/I&SD), o Projeto da Unifesp promove inovação e acesso digital para garantir e ampliar o alcance dos princípios fundamentais do SUS - Universalidade, Integralidade e Equidade - em parceria com o Núcleo de Saúde Digital da universidade e as redes municipais de saúde, integrando ensino, serviço e comunidade. Inserido no eixo da saúde mental, o GAT1 (Grupo de Atuação Tutorial) desenvolve ações de formação para o cuidado territorial das Populações da Floresta, do Campo e em Situação de Rua, considerando suas especificidades socioculturais e territoriais. [objetivos] Focado nas ações de teleducação do GAT1 realizadas em 2025, este relato tem o objetivo de compartilhar a metodologia desenvolvida para conhecer e compreender as características das populações atendidas (do campo, da rua e da floresta) nos diferentes territórios, a partir das experiências dos preceptores e orientadores; identificar os limites e as potencialidades dos territórios na produção de cuidado em saúde mental; e promover a utilização do eixo digital como ferramenta de cuidado e integração na atenção à saúde mental. [materiais e métodos] Em periodicidade semanal e formato virtual, o GAT1 envolveu 15 participantes (monitores, orientadores, preceptores, tutor e coordenadora) em reuniões, grupos de trabalho e ações de teleducação, entre elas webinários e cursos autoinstrucionais. A metodologia ativa e participativa estimulou o engajamento dos integrantes num ciclo de depoimentos com o propósito de desenvolver uma leitura crítica e sensível dos territórios, identificar suas personas e vislumbrar os limites e potencialidades das tecnologias digitais para a promoção da saúde mental em cada realidade. Um roteiro de com perguntas pré-definidas conduziu os relatos e a escuta qualificada dos profissionais da saúde que atuam nos territórios, seguidos de sistematização dos registros em um quadro virtual colaborativo. [resultados] As atividades possibilitaram o contato indireto com distintas realidades de cuidado em saúde a partir das vivências compartilhadas por preceptores que atuam diretamente nesses contextos, incluindo a atenção à saúde indígena Tupi Guarani na TI Piaçaguera (Peruíbe), experiências vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Vale do Paraíba e dispositivos da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as equipes multiprofissionais (e-Multi), nas cidades de Embu, Santos e São Paulo (região do Jaraguá). Essas trocas contribuíram para a compreensão das diferentes formas de organização do cuidado e dos desafios enfrentados por essas populações no acesso aos serviços de saúde. [conclusão] A vivência proporcionada pelo projeto possibilitou o contato direto com diferentes realidades socioterritoriais, favorecendo a compreensão das especificidades que atravessam o cotidiano de populações diversas. Ao longo das atividades, foi possível ampliar o entendimento sobre as formas de acesso às tecnologias digitais, as distintas relações com o cuidado em saúde, a interação com o território e com a comunidade, bem como a centralidade da saúde mental em cada contexto analisado. Essa aproximação com realidades heterogêneas contribuiu para uma visão mais sensível e contextualizada das necessidades em saúde dos territórios envolvidos.